quinta-feira, 13 de março de 2014

Alma



    Planta viva desabrochava
    De Padrões e imposições regada
    De obediência e regras alimentada
    A sobreviver intensamente carregada
   
    Desilusões e decepções dor amargava
    Preservava guardada no íntimo escondido
    Dose supra de força e querer poder instinto
    Grilhões e correntes soltas já não mais amarra
   
    Rompem-se ante a beleza de ser em liberdade
    Contraria leve em inocência a imperiosa maldade  
    Busca íntegra e contínua de caminho e identidade
    Desmistifica desmascara em quebra  falsa lealdade 

    Nas entranhas escondida envenenava corrompia
    Exagero de agonia contorcendo em dor ferida fazia 
    Impedindo valsejar exuberante da diva deusa alegria
    Agora a reinar absoluta traz em sua valiosa companhia 
   
    Força e esperança firmeza liberdade fluindo em harmonia  
    
   

terça-feira, 11 de março de 2014

Espera















    Oh! Luz da madrugada!
    Tão serena ...Tão amarga!
    Clareira na escuridão
    Contrapõe em agonia 
    Um sofrido coração


    Neblina que cobre a dor
    Contemporiza esse pavor
    Acalma essa chama em labor
    A queimar provocando ardor  

    Soluço engasgado reprimido

    Sufoca esmagando peito partido
    Valente feroz animal destemido
    Em jaula enquadrado sangra ferido
    
    Anseia que haja ouvir seu gemido
    De silêncio solidão abandono estampido
    Em mágoa decepção severamente punido
    Buscando a seu modo o brilho perdido

    Ei! Luz que ilumina este sentido

    Desperta em coragem querer repentino
    Alegra-te e faça alegrar o ser de teu destino
    Olhar de encontro olhos da alma abraço indefinido     

segunda-feira, 10 de março de 2014

Sentir

    


    Sentir colorido intenso de energia
    Sentir inteiro frescor vigor e força  
    Sentir a luz que de dentro irradia
    Sentir a alma vibrar leve e solta

    Sentir fluir correr  flutuar em alegria
    Desapego desgarrar o que traz agonia
    Balanço movimento desprendimento
    Coragem liberdade renascimento 

    Força majestosa asas a voar
    Bate rebate abrange alcança
    Mexe remexe vira balança
    Vermelho sangue vivo pulsar

    Grito imperioso solto da garganta
    Sinfonia em  melodia viva esperança 
    Ousado intrigante o velho se faz criança
    Sabedoria brinca muda os passos da dança