sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cigana carmencita

 
                   

  



















  


    C ores, flores, fitas, alegre festejar...
    I  ncensos e pedras espalhados, a harmonizar... 
   G rãos e sementes, frutas e pães, tempo de prosperar...
   A  dornos enfeitam, lenço e pandeiro, saia colorida  leve a rodar...
   N  asce com um grito,seu lema de liberdade,e sem medo de errar...
   A   música é bonita, a dança quente, bate palma vem linda a bailar...   

    C írculo de gente a pisar no chão, chuva de pétalas, rosa amarela...
    A cesa a fogueira, de chama viva a queimar, em tom alaranjado...
    R  odeada da natureza, que exala  beleza de essência esverdeada...
    M  ulher cigana,de aura dourada,contempla a infinitude do céu azul...
    E  strelas piscam seu brilho, a lua clareia a noite em branco e prata...
    N  essa alegria,festa de cores, flores que enfeita em tons violeta... 
    S  erena no olhar,firme no caminhar,o perfume  é cheiro de rosa...
    I  nspirada a falar de cuidados e prudência,vinho na taça vermelha...
    T em magia e grandeza, traz a força de seu povo destemido...
    A ocultar seus segredos, porém revelando destinos...

Talvez


Talvez...
Nem todos os dias,
Sejam só de alegria.
Talvez...
Na esperança,
Também haja agonia.
Talvez...
A brisa leve,
Seja sinônimo de nostalgia.
Talvez...
O sentimento,
Tenha perdido a harmonia.
Talvez...
Meio perdido,
Esteja à procura de sintonia.
Talvez...
Encontre,
Em uma bela sinfonia.
Talvez...
De letras,
Em forma de poesia.
Talvez...
Ainda que só por um instante,
Um dia...
Talvez...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Agora


 Cada um é senhor do seu caminho!
    Difícil é incorporar, de verdade!...
    Essa realidade.
    Ninguém sabe mais do que eu...
Sobre mim...
    Sei todo o necessário, tudo que preciso, 
Para prosseguir no caminho 
Que trilho agora...
    Estando, sempre aberto, 
Ao aprendizado de todo dia!
Cada momento...
    Vivo o que sei e sinto hoje...
    E amanhã...
Ainda estarei sentindo e vivendo o 
Presente...
    Que o oculto futuro me reserva...             

Gratidão




 Sou Grata...
     Por sentir, ver e ouvir.
     Sou Grata...
     Por que sou, na imensidão do infinito.
     Sou Grata...
     Por falar, e tocar tudo o que quero, 
     Em todos os caminhos por onde andar.
     Sou Grata...
     Por pensar, por inspirar o perfume do amor que exala no ar.
     Sou Grata...
     Por viver aqui e agora,
A chama viva, da vida que pulsa em mim.
     Sou Grata...
     Por todos os meus movimentos, 
     Pelas decisões que tomei e tomo, 
Enquanto sigo em crescimento.
     Sou Grata...
     Por amar, por sorrir e por chorar, pela dor ao odiar.
     Sou Grata...
     Ao Amor, força máxima do universo, 
     Que na luz ou na sombra sempre zela por mim.
     Sou Grata...
     Aos amigos de minha aura, que com amor e desvelo,
     Estão sempre a esperar...
     O germinar da semente, o cuidado paciente...
     Com o ser em estado lactente, que tal qual criança,
     Aprende a caminhar.
     Adormecido no inconsciente, despertando levemente,
     Como uma flor a desabrochar.
     Sou Grata...
     Por ser e estar, aprender e ensinar,
     Por cair e levantar, nos tropeços compreender, 
     Que tudo que eu viver, aprendizado vai ser,
     Vai me fazer crescer, vai me fortalecer,
     Para trilhar no caminho do amor,
     Escolha que eu quis fazer.    
     Preencho com gratidão, 
     Sentimento de real nobreza,
     As frestas de minha aura, 
     Que exala a mais rara beleza, 
     De sentimentos tão sublimes, 
     Amor e Gratidão, 
     Que busco firmar a cada dia 
      Nas raízes do meu coração. 
     Sou Grata...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Doçura Uma história de Amor...

                                   

   


 " Desanuvia, abre a clareira dos porões incendiados, de chama avermelhada, queimando frestas de minha alma, cansada, a debater-se em desatino, refutar, paulatino.
 De cegueira comovente, contorcendo em desalento, a um passo de meu próprio abismo, ego de ilusão , força de solidão, quero subir, ascender, mas tenho algo a vencer , meu querer desmedido , conceitos antigos, verdades implantadas, sujeira engasgada, sou meu próprio espelho, não gosto do que vejo, vou mudar a imagem, o reflexo embaçado.
 Sou viajante errante, trago no peito o suplante, da dor que me agoniza, e em mim se eterniza , há quanto tempo nem sei .
 Já me deparei muitas vezes com esse foco de luz, me aproximo depois fujo, e volto novamente para lá... E depois venho para cá...
 Assim nesse vai e vem de rebeldia, que só aumenta a velha agonia. 
 Mas agora decidi ficar, na doçura do seu olhar levemente a me transportar, por um tempo inconsciente , sentindo leve transtorno, questionamento latente.      
 Quero encontrar descanso, navegar no remanso, doçura de sentimentos, que inunda meu mar de tormentos, nunca pensei sentir gratidão por estar sendo vencido , mas é de indescritível doçura esse momento.
 Fui e sou livre, Inacreditável, mais os porões em chamas que perpetuei permanência, escolhi! 
 Agora estou partindo , quero ir , mais uma tentativa, uma oportunidade, quanto trabalho!        Estou agradecido , e sendo preparado.
 É muito iluminado aqui , vejo seus olhos marejados à medida que transporta em letras para o papel, meus sentimentos, pela emoção da percepção dos acontecimentos reais, de um campo invisível aos olhos materiais.
 Apenas sentido ou visto pelos olhos do espírito, é doce esse momento, é doce ver, a felicidade com que todos aqui cada um a seu modo se movimenta no intuito de ajudar. 
 Estou consciente , esperançoso, sou imensamente grato, vou partir  sedento de novo conhecimento, posso avistar novo alvorecer em minha alma, algum prazer, passei por aqui muitas vezes , e não sei quando ou se vou voltar, mas a cada vinda, mesmo que não admitisse, notava que clareava um pouco de mim , estou decidido, viajar nas ondas dessa luz que vejo e sinto e que banha meus instintos, e de mãos dadas com esses senhores, partindo, confiante, agradecido..."

                    A doçura desse momento 
                    É mais doce que doce de mel
                    A tortura de muitos tormentos
                    Suplantado o amargo do fel!

 Registro do momento de aceitação de um espírito rebelde, que por muitas vezes, teve oferecido ajuda, mais em total desajuste, afeiçoado e apegado, mesmo consciente de sua condição levou algum tempo para permitir modificações , ajustes esclarecimentos; sempre trazido acompanhado, mas por vontade própria, apenas ouvia e ia embora, aparentemente convicto de suas crenças, adquiridas ainda em vida , período de sua última encarnação , que aliás não era muito recente pois já há muito tempo havia, abandonado seu corpo de carne, e escolhido habitar zonas densas de fogo e calor trabalhando, atendendo favores de outros seres , carentes de evolução tanto quanto ele, e assim a cada tarefa concluída , ganhava pagamentos que lhe ofertavam os encarnados, e crescia também o respeito entre seus companheiros, muito tempo se passou, e já bem considerado, foi designado para mais um trabalho, e com toda sua força foi desempenhar sua tarefa, e o que encontrou o surpreendeu, não era como os outros lugares que habituara encontrar, tentou mesmo assim , mais realmente era diferente, indignou-se pois ainda não havia deixado uma vez que fosse de cumprir o que lhe era pedido, e depois de várias tentativas, recebeu um convite para entrar, devidamente acompanhado, aceitou, assistiu todo o trabalho realizado ali, e depois novamente acompanhado, conduzido até a saída.
 Teve  problemas com seus companheiros ao retornar, mas por escolha resolveu ficar em silêncio, não compartilhou o que havia acontecido, justificou de forma que ficasse a contento, colocando como ponto de honra o desempenho da tal tarefa, para não perder o respeito de seus amigos, e não perder o pretexto de retornar àquele lugar afinal havia gostado do que havia encontrado, nunca antes em sua lembrança achara algo parecido, e retornou muitas vezes. 
 Sua situação com seus companheiros estava ficando apertada, suas justificativas não convenciam mais , como não podia deixar de ser , o universo havia aberto uma fresta , para aquele ser escapar de sua prisão, alcançar sua real liberdade , mas agora era chegado o momento da escolha , não podia mais ficar indo para lá e para cá, tinha que escolher, decidir seu caminho, pois não era escravo e sim senhor de si. 
 Diante da confusão que produziu entre seus companheiros, tinha que fazer alguma coisa , já não queria permanecer ali , queria sair ir embora daquela escuridão que por tanto tempo foi sua casa, seu habitat quase que natural, mas agora, não queria mais, era repugnante estar ali, só pensava naquele lugar onde havia sido acolhido, fora recebido tantas vezes, apesar de tudo, pensava nos seres de luz e leveza, que não levou em consideração o fato de suas reais intenções, na primeira visita feita, oferecendo-lhe o mais puro amor, que agora suplantara a maldade que levou consigo até ali.
 E assim decidido, saiu rumo a um novo caminho, não era dia de trabalho aberto, ou o dia e hora que costumava ir mas não ia esperar, iria mesmo assim sua decisão havia sido tomada haveria de ter algum ser iluminado para recebê-lo, esse era seu mais forte pensamento e seguiu, ao chegar foi recebido com surpresa acolhido, novamente.
 Com o aprendizado recebido nas visitas que fez por longo período, foi gradativamente ganhando consciência, quebrando as grades invisíveis de sua alma, há muito tempo aprisionada, pelo ego, muito inteligente, porém impulsionado pela falsa ilusão de poder , sentia se forte , e por escolha permanecia no escuro.
 Agora encaminhado iniciará nova vida, novo trajeto, terá um tempo de novos aprendizados, acampado em uma colônia espiritual cigana.
 Paz, Luz, Fé a todos.

 Meu profundo sentimento de gratidão a esta mentora, 
    Vera Lúcia Pimentel
    

Onda de Querer

                                  


Onda que por vezes se rebela
Céu que ecoa profundo escurecido...

Onda que flutua mansa sob o céu
Silencioso infinito em tom claro azulado
Revela segredo mistério promulgado
Que até então não fora desvendado

Acalma alivia navega mansamente
Exala solta, no ar se faz presente
Mesmo em agito atrito pungente
Reserva serenidade perene

Sobre a terra sob o céu a pairar
Preenche espaço postulado
No ar é neblina facilmente a espalhar
Lentamente apaga o fogo propagado

Ondulando de frescor o sentimento
Que vibrava aumentado movimento
Sobe e desce desvairado de frequência
Gráfico desregulado sem eloquência

Chama acesa; onda de querer
Desmedido sem sentido aloprado
Não anseia ser compreendido
Apenas aceitado respeitado

Não mais pulsar escondido
Reprimido quando detectado
Fluência simples pura fluído
Cura prânica de machucado

Onda vibrante em alta escala
Poder pulsante intravenoso
Sentir...Livre...Leve...Gostoso...
Frequência regulada gráfico estabilizado.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Eu

                                                   


















Eu

Santuário íntimo em liturgia
Templo sagrado em mudança
Tempo consagrado que propicia
Mudar os passos nessa andança

Leve o vento favorável assovia
Nova trilha em compasso avança
Sentindo sentidos coração ouvia
Sopro carregado de esperança

Suplício...Martírio...Passado
Firmes passos alicerce presente
Construindo livre liberto o futuro
Semeio e cultivo de boa semente

Encontro com a vida marcado
Compromisso assumido firmado
Desafios estabelecidos aceitado
Jornada que inicia aprendizado

Natureza ausente de rebeldia
Sentindo imenso pulsar de alegria
Sorriso tímido de liberdade irradia
Crença  antiga que punia prendia

Corrente quebrada aberta alforria
Música maestrina dança sinfonia
Ritual interno inteiro  anuncia
Nobre pleno de beleza e sintonia

Singelo interior renovado dia a dia
Profundo pulsar cor fulgor magia
Amor sublime em deleite da alma
Doce leve satisfeita em harmonia

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Você





     De sempre o melhor de você,
     A você, 
Em primeiro lugar,
     Em tudo que fizer, 
E a todos à sua volta,
     E se o seu melhor, for insuficiente, 
     Aos que lhe são próximos,
     E notar que causou-lhes, insatisfação,
     Sinta-se VOCÊ, 
     Muito satisfeito. 

Silêncio



O silêncio 
É o aconchego da alma...
Que no vazio das palavras;
Não encontra consolo...
Adormecida, 
Navega na imensidão 
Eco de Silêncio... 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um conto... Encontro

                                 










    
      Vagava eu em dia escuro,
      Sem ter uma direção;
      Encontrei lugar seguro,
      Abrigo e proteção.
      Não foi rápido nem foi fácil,
      Relutei enquanto podia;
      Chorava, gritava, me debatia, 
      À essa mão que se estendia.
      O tempo passava, 
      O sofrer aumentava;
      Surdo e cego não podia ver;
      Que havia alguém 
      Que tanto me amava.
      Egoísta e orgulhoso,
      Compenetrado apenas em mim;
      Não avistava o horizonte,
      Nem a aurora brilhante;
      Que despertava atrás dos montes;
      Daquele espaço sem fim.
      Quanta dor eu provoquei, 
      Naqueles em que amei;
      Só sorri eu não chorei, 
      Nas terras por onde andei.
      Espalhei a amargura, 
      Pois o amor que eu sentia,
      Era egoísta e vão;
      Era vazio meu pensamento, 
      Fútil o meu sentimento;
      Não quis em nenhum momento;
      Raiz pro meu coração.
      Assim vivi encarnado,
     Desfrutando as coisas desse mundo;
     Viajei, sorri, gozei;
     Como um real vagabundo.
     Tolo engrandecido,
     Vivi envaidecido;
     Não me permitia ver, 
     Que estava adormecido.
     Tanto tempo passou, 
     E a minha hora chegou;
     Para a matéria rápido e indolor, 
     Pois o coração logo parou.
     Acordei muito espantado,
     Sem saber o que aconteceu;
     De um momento para outro,
     Ninguém mais me reconheceu.
     Tentei ter companhia, 
     Nos lugares que outrora ia;
     Só aumentava a minha agonia, 
     Pois ninguém me percebia.
     Por muito tempo vaguei,
     Sofri, corri, chorei;
     Estava fechado pra aprender, 
     Que fora tudo que plantei.
     E naquele caminho escuro,
     Que não tinha rumo certo;
     Pude ver algo que brilhava, 
     Só não sentia que estava perto.
     Revoltado seguia ainda sem destino;
     Chorava, gritava, berrava, 
     Sem saber que era ouvido.
     Longo tempo depois, 
     Deparei me com um clarão;
     Que estava ali o tempo todo,
     Mais eu não tinha prestado atenção.
     Envergonhado joguei me ao chão, 
     Prostrado permaneci;
     Fui erguido com doçura, 
     Levado com brandura;
     À uma sala de cura,
     Onde adormeci.
     Várias vezes retornei, 
     À essa mesma sala;
     E aprendi que o amor, 
     É mesmo joia rara.
     Hoje estou consciente, 
     Do caminho que quero seguir;
     Busco paz, luz, amor, 
     E a evolução porvir;
     Sou grato aos mentores,
     Que me trouxeram aqui;
     Ajudando-me a despertar
     Para o Amor maior
     Partícula divina
     Que pulsa em mim.
    



domingo, 19 de janeiro de 2014

SER



Sou o que sou....
Gosto do que sou...
Não à medida do que esperam que seja...
Mas à maneira que sei ser...
Aprender é uma meta, 
Crescer uma missão...
O amor é chama viva, 
Que trago no coração...
Penso, sinto, avanço...
Quero, busco, alcanço...
Serei eu,
Serei assim,
Mantendo essa vibração...
Energia que pulsa em mim. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Volta



   É belo o despertar...
   O tempo em sua sabedoria,
É benevolente...
   Sabe sempre  o momento exato de buscar 
Em sua linha tênue,
O que um dia em algum lugar ficou.
   O retorno...
O regresso de algo ou alguém, 
Que nem mesmo chegou a notar 
O instante de sua partida,
Foi tão longe...
Porém permaneceu o tempo todo 
No mesmo lugar; 
E agora se recompõe, 
Como quem acaba de chegar...   
   Saudade...
Do que esteve o tempo todo bem aqui.
   Distancia da introspecção...
Consequente falta de percepção.
   Busca do que nunca foi perdido
Encontro do que apenas foi esquecido.
   Lamentar,não mais.
   Conquistar progressivamente,
A força instintiva que jaz, 
No cerne da consciência, 
Por um tempo esquecida...  
    Perdida... jamais.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sentidos



   Ah!...
Aurora fascinante do despertar...
   Acordar de sono profundo...
   Consciente de que os olhos,
   Estiveram sempre abertos...
  Palpar do que antes fora simplesmente intocado.
  Percepção jazida no inconsciente ,
   Despontando...
Absorve riqueza de detalhes, 
   Até aqui imperceptíveis.
   Olhos só enxergavam, 
   Agora contemplam a beleza...
   Sensibilidade...
Pétala de flor;
   Consegue ver no espinho complemento, não dor.
   Narinas mecânicas, apenas respiravam... 
   Hoje aspiram com profundidade, o elemento ar, 
   Enchendo de força os pulmões...
   Abrindo o peito e os braços, 
   Sentindo a leveza da brisa a pairar...
   E o gosto amargo da saliva, 
   Na boca a remoer desilusões;
   Antes fel, agora mel...
   Rio e mar de sensações.
   O sabor é uma expressão do viver;
   Quente, frio, doce...
   Salgado, azedo, amargo...
   Também são estágios do ser.
   E o que dizer do que antes era escutar,
   E agora transcende a ouvir;
   Ouvidos que captam com profundidade;
   O gotejar do orvalho...
   O roçar das folhas ao vento...
   O soluço e desabafo...
   De um amigo em sofrimento.
   E assim se dá a expansão do ser 
Movimenta...
   Fonte de luz, cores, energia, perfume...
   E acima de tudo amor...
   E o despertar de um novo sentido...
   Com força e domínio, sobre os todos os outros,
Mencionados até então
   Tato,visão,olfato... 
   Paladar e audição...
   Expandidos pelo sentir
   Que brota das raízes do coração.
   Motor mais potente dos sentidos,
   Único capaz de locomover em exata direção,
   A máquina mais complexa 
Que se tem conhecimento,
   Eu, você, nós...
   Seres a caminho do desenvolvimento.   
             

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Luz e Sombra

   

  E de novo tudo está no lugar...
   O que foi dito
   O que se mencionou dizer
   Grande círculo se fecha 
   Mais um ciclo concluído
   E de novo o inicio 
  Longo caminho a percorrer
  A força vem de "cima" 
  E de "baixo" vem também
   Luz...Sombra...Dois polos...
   Se fundem e completam 
  O encaixe perfeito que tem
   Lua...Sol... Noite...Dia...
  Preto...Branco...Imersos além
   E a sensação é de completude 
   O encaixe é perfeito
   Dois opostos, um único ser...
   Fundidos potentes são
   O claro ilumina o escuro
   O escuro abre o clarão
   Essa força é aconchego 
   Acalma o coração
   Amigo  fiel há muito esquecido
   A busca de tudo 
   Quase sempre está lá "fora"
   Esquecendo se que "dentro" 
   É que há o tesouro escondido
   Nem ouro nem pedras preciosas
   Nem a beleza da joia mais rara
   Se compara ao valor que tem o Amor
   Quando brota do fundo da alma
   Que essa seja a alavanca
   No novo percurso a percorrer
   Luz,  Sombra, fundados no Amor
   Movendo o íntimo de cada ser.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Anoitecer

                                                                                 











   A  ntes, o raiar reluzente da alvorada
   N  um entardecer, pós dia, a noite é anunciada
   O  crepúsculo voluptuoso, é príncipe charmoso
   I   ntencional, malicioso, convidativo, apetitoso
   T  entador, atemporal, a cair sobre a tarde, sorrateiro
   E  ntoa seu canto de sedução, e a toma por inteiro
   C  ontrapondo à sombra, é brilho e irradia
   E  m tons escuros, encantamentos de bem querer
   R  evela paixões em raios dourados, na manhã a nascer.   

Dor

                                                               

                                                           
 










    
                                    
                                     Palavra de escrita pequena
                                    Esconde tão grande teor
                                   De essência que envenena
                                  Amarga a alma...é desamor
    
                                Silenciosa chega devagar
                               Aloja-se a ramificar raiz
                              De mansinho sem avisar
                             Extrai lágrimas torna infeliz

                           Entregar-se não vale a pena

                          Sucumbir ao declínio é pavor
                         Contrapor firmeza serena
                        Veneno em cálice de amor

                      Hoje dói amanhã já passou

                     A alegria suplantou a dor
                    Da lágrima triste que assolou     
                   Um sorriso eclode com vigor    
  
                 Pulsar de força interior
                Seguir viajante aprendiz
               Erguer-se a buscar fulgor
              Aliviado vibrante feliz



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Busca

                                                     













    Tanta coisa ainda por viver...
    E muito... Ainda mais a saber...
    Pleno o despertar no alvorecer...
    O acordar da consciência de ser...

    Luz desperta, na doce alvorada...
    Revela sentido nos passos da caminhada...
    Vida pulsando conduzindo à chegada...
    Ao alcance da consciência viva iluminada...

    Caminhos com espinhos, pedras, tropeços...
    Que inspiram desafios, levantar, recomeço...
    Enchendo de forças a lançar-se em arremesso...
    Firmando ainda mais o compromisso consigo mesmo...

    A cada dia nova trilha, no caminho a encontrar...
    Que trará conhecimentos, para andando praticar...   
    No cultivo da boa semente, luz e paz a alcançar...
    Um dia... Aprendiz semeador, certamente sábio será...

    Sabedoria com humildade... 
   Felicidade que a alma busca firmar. 

Quem

                                       









     Belo , o dia  já raiou
    O sol iluminado, já nasceu
    Tento descobrir quem sou eu
    Pois ainda não sei quem sou...

    Imersa em meus sentimentos
    Viajo solta na imensidão
    Ouço o pulsar do meu coração
    Divago em meus pensamentos...

    Sei que aqui estou
    Caminho em busca de mim
    Procuro um motivo maior

    As vezes me perco, fico a olhar ao redor
    Me sinto só, mais continuo, por fim
    Nessa estrada desconhecida seguindo vou...  

domingo, 12 de janeiro de 2014

Turbulencia

                                     
       







                                  
Mar revolto que se inicia 
Revirando a calmaria
Ondas ternas entram em rebuliço
Lança espinhos feito ouriço

Rouba a paz que residia
Tranquila e serena vivia
Estagnando o compromisso
Remetendo-se sem aviso

Mar revolto é turbulência
Invadindo feroz lindo dia
Sombreando de improviso
Pavor de um ser conciso

Na fúria da balburdia
Não explora consciência
Se deixa levar em conflito
Sem ver o que ensina o atrito

Mais maré alta é passageira
Vai e vem uma vida inteira
Repetindo quando necessário
Em movimento arbitrário

Ensinando que ao contrário
Da onda mansa confortável
Que induz indelével relaxo
Instinto permanente Inato

Maremoto desequilibra angustia 
Mas sempre traz em companhia
Carga extra  de alforria
Sorvida transformada em gratidão,alegria.  

Simples dissipando a invencível tempestade. 




 

Esperança

     
     















         A chuva a cair lá fora,
    Molha aqui dentro,
    Um universo de esperança.
    
     Ah!!!
    Dias melhores...
    Ver o mundo pulsar feliz,
    Como coração de criança.

     Renascer da inocência,
     Há tempos aniquilada,
     Pela ganância estabelecida,
     Ignorância presumida.

     Humanidade sonhadora,

     Perdida no caos,
     Busca desesperada,
     Vencer seu próprio mal.

    Forte, avante!

    Nem pensa em desistir,
    Luta com garra e coragem,
    No decorrer dessa breve viagem,
    Que por vezes parece tão longa,
    A fim de conquistar, ainda que só em si,
    Luz na esperança, da inocência desejada,
    Cobrindo a alvorada, no despertar do porvir  
 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Confiança

                                       
   
     Confiança....
    A brotar da esperança...
    É broto tímido...Sensível...
    Despontando ainda temeroso...
    Por entre a selva de enrosco.
    Busca ganhar consistência,
    Força em suas raízes,
    E sem perder as diretrizes,
    Sustentar-se firme ilesa,
    Mantendo a delicadeza,
    Sem abalo da dureza,
    De espinhos que furam...
    Machucam até sangrar...
    E vem a dor, que traz o medo,
    Inseguro, sorrateiro,
    Imponente, traiçoeiro,
    Opositor...
    Que chega forte a chacoalhar,
    Ventania, vendaval...
    Poeira que se levanta,
    A contrapor a esperança,
    Forte aliada, da ainda frágil,
    Confiança...
    Que luta com perseverança,
    E persistência, salutar...
    Na ânsia de atravessar,
    A tempestade de desencantos,
    Desilusões, desencontros,
    Decepções e enganos,
    Tão reais e necessários...
    Quanto o ar que se respira.
    Aprender a confiar...
    É planta da terra a brotar...
    É criança aprendendo a andar...
    Menina moça aprendendo a amar...
    Tudo já é, já está.
    No tempo devido,
    O pequeno broto, árvore robusta será!
    A criança indefesa, passos firmes terá!
    Menina moça...
    Mulher de encantos a irradiar!
    Abalo da confiança... 
    Mimo do ego!
    Que não quer esperar...
    Põe-se a chorar,
    Sofrer e lamentar,
    Querendo ser o centro,
    A comandar o tempo,
    Que sendo sábio senhor...
    Jamais se sujeitará,
    Aos desmandos,
    Do lúdico, incoerente, menino...
    Ego.
    
" Nem tudo que se quer, acontece no tempo do querer,
  Pois na fé, na esperança, na perseverança e persistência,
  No decorrer do tempo, que demanda a conquista,
  Está o exercício da paciência, que exercita a humildade,
  E resulta em sabedoria.
  Virtudes geradoras de merecimento, para real aproveitamento,
  Do que se espera conquistar."

                                                        Olavo Montana